Dezembro:
Começámos por fazer pesquisa teórica sobre o desenvolvimento tecnológico, a automação, a inteligência artificial e o desemprego tecnológico. Procurámos recolher dados sobre o mercado de trabalho, os setores mais afetados pela automação, as profissões em risco e as novas oportunidades criadas pela tecnologia. Também analisámos impactos sociais associados ao desemprego tecnológico, como a desigualdade, a pobreza, as dificuldades psicológicas ligadas ao desemprego e a necessidade de requalificação profissional. Para recolher informação, utilizámos websites oficiais de empresas de diferentes setores e contactámos algumas empresas através dos seus canais oficiais de comunicação pública, nomeadamente email e número telefónico. Nesta fase, começámos também a pensar em perguntas para enviar às empresas, com o objetivo de perceber diferentes opiniões sobre o impacto da tecnologia no emprego.
Janeiro:
Após a recolha inicial de dados e a pesquisa em diferentes websites de empresas, começámos a criar perguntas e questionários. Preparámos um questionário no Microsoft Forms dirigido a alunos, com o objetivo de perceber o seu nível de conhecimento e envolvimento com o tema da automação, inteligência artificial e impacto da tecnologia no emprego. Além disso, continuámos a preparar perguntas para enviar por email às empresas contactadas. Contactámos empresas de vários setores, como indústria, retalho, bancos e centrais de atendimento, para perceber de que forma a automação já estava a afetar a realidade profissional. Também estabelecemos contacto com o Pingo Doce através do seu customer support.
Férias semestrais:
Nesta fase, percebemos que o Pingo Doce provavelmente não iria responder ao email nem às perguntas enviadas. Apesar disso, continuámos a trabalhar com a informação que já tínhamos recolhido e começámos a organizar os dados de forma a poderem ser apresentados em gráficos, permitindo tirar conclusões mais claras e fundamentar melhor a nossa proposta final.
Fevereiro:
Criámos e apresentámos o póster do projeto, reunindo a informação que tínhamos até ao momento. O póster incluiu a pesquisa teórica, os dados recolhidos, as principais ideias sobre o impacto da automação e da inteligência artificial no emprego, bem como algumas conclusões preliminares sobre os setores mais afetados e a necessidade de adaptação dos trabalhadores.
Março e abril:
Continuámos a desenvolver o projeto e a procurar novas fontes de informação. Contactámos outras empresas, como a OGMA e a EDP, uma vez que estas já tinham começado a desenvolver ideias e estratégias de adaptação ao desenvolvimento tecnológico. O objetivo era perceber como empresas de diferentes áreas estavam a lidar com a automação, a transformação digital e as mudanças no mercado de trabalho.
Maio:
Como não recebemos resposta das empresas contactadas, decidimos continuar o nosso estudo com base na informação que estava acessível no momento. Utilizámos artigos, websites oficiais, dados recolhidos através da pesquisa. A informação recolhida foi organizada e analisada, permitindo-nos criar gráficos, interpretar os dados e reforçar as conclusões do trabalho. Além disso, tivémos a ideia de entrevistar professores em vez de empresas, para que consigamos perceber o impacto do progresso tecnológico na nossa realidade, e aí, resolveríamos o problema da falta de resposta das empresas.
Junho:
Em junho, ficou prevista a apresentação final do projeto. Nesta fase, o objetivo foi reunir todo o trabalho desenvolvido, incluindo a pesquisa teórica, os dados recolhidos, os gráficos, a análise dos resultados, as conclusões e a reflexão final sobre o impacto da tecnologia no emprego. Este percurso ajudou-nos a manter o projeto organizado, a garantir que cada fase tinha um objetivo definido e a adaptar a nossa metodologia sempre que surgiram dificuldades.
Durante o projeto, encontrámos várias dificuldades. Uma das maiores foi o acesso limitado a dados reais, porque, enquanto estudantes, nem sempre foi fácil obter respostas de empresas ou instituições. Também tivemos uma amostra limitada nos questionários, o que significa que os resultados não representam necessariamente toda a população.
Outra dificuldade foi o tempo disponível, porque tivemos de desenvolver o projeto ao mesmo tempo que cumpríamos outras tarefas escolares. Também tivemos alguns desafios de comunicação dentro do grupo e dificuldades no contacto com empresas. Por exemplo, tentámos contactar o Pingo Doce, mas não conseguimos obter os dados necessários a tempo, devido à necessidade de confirmação por parte do professor tutor. Mais tarde, procurámos contactar empresas como a OGMA e a EDP, que poderiam ter exemplos reais de adaptação ao impacto tecnológico.
Também percebemos que o nosso poder de ação era limitado, porque a resolução completa deste problema exige medidas mais amplas, envolvendo escolas, empresas e até o governo.
No início, a nossa ideia era criar uma solução baseada num modelo de ensino modular, flexível e contínuo. Este modelo teria uma formação base mais curta, módulos especializados, atualização ao longo da carreira e competências digitais obrigatórias. O objetivo era preparar melhor os alunos e trabalhadores para um mercado de trabalho em constante mudança.
No entanto, ao longo do projeto percebemos que essa ideia era demasiado ambiciosa para a nossa realidade enquanto estudantes. Por isso, decidimos transformar o produto final numa solução mais prática e acessível: a criação de um suporte informativo online, divulgado através de um website.
Assim nasceu o Mercado de Trabalho ao Segundo, um website pensado para informar alunos sobre as mudanças provocadas pela tecnologia no mercado de trabalho, explicar conceitos importantes, apresentar dados recolhidos e ajudar os jovens a prepararem-se melhor para possíveis situações de desemprego, substituição profissional ou necessidade de requalificação. O nosso objetivo final é tornar a informação mais simples, acessível e útil para quem está a começar a pensar no seu futuro académico e profissional.